{"id":618,"date":"2022-05-26T06:00:35","date_gmt":"2022-05-26T09:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/?p=618"},"modified":"2022-05-25T16:48:29","modified_gmt":"2022-05-25T19:48:29","slug":"entenda-a-pensao-da-rosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/2022\/05\/26\/entenda-a-pensao-da-rosa\/","title":{"rendered":"Entenda a Pens\u00e3o da Rosa"},"content":{"rendered":"<p>Pedr\u00e3o era um trabalhador esfor\u00e7ado, conseguindo completar, aos 55 anos de idade, 21 anos de trabalho industrial devidamente registrado. No meio da pandemia, obrigado a trabalhar sem o devido isolamento social, inclusive no transporte da empresa, Pedr\u00e3o, junto com outros colegas, foi contaminado. Afastado do trabalho, rapidamente foi internado e veio a falecer, deixando Rosa vi\u00fava aos 45 anos de idade.<br \/>\nAinda em plena atividade, Pedr\u00e3o tinha uma m\u00e9dia de contribui\u00e7\u00f5es ao INSS em 4.800 reais. Ocorre que o INSS concedeu \u00e0 vi\u00fava a Pens\u00e3o por Morte na modalidade previdenci\u00e1ria, com todas as perversidades, enquanto deveria ser acident\u00e1ria, decorrente de Acidente do Trabalho.<br \/>\nAinda n\u00e3o sendo o segurado falecido aposentado, a base de c\u00e1lculo da pens\u00e3o \u00e9 a aposentadoria por invalidez, incapacidade permanente, que ele receberia se ficasse inv\u00e1lido ao inv\u00e9s de falecer. Pelas perversidades presentes na EC 103\/2019, Pedr\u00e3o, com 21 anos de contribui\u00e7\u00f5es, receberia 62% de sua m\u00e9dia, 2.976 reais; e a vi\u00fava Rosa, com os filhos j\u00e1 criados, maiores de 21 anos, recebe sua pens\u00e3o em 60% da base, 1.875 reais. Dif\u00edcil de acreditar, mas \u00e9 verdade. Pedr\u00e3o contribuiu 21 anos, alcan\u00e7ando uma m\u00e9dia de 4.800 reais, deixando para sua vi\u00fava a pens\u00e3o de 1.875 reais. Muito injusto!<br \/>\nAs perversidades contidas na EC 103\/2019 ofendem o Princ\u00edpio Internacional do N\u00e3o-Retrocesso no Direito Social e as garantias constitucionais da Carta Cidad\u00e3 de 1988, por\u00e9m, no caso da Rosa, a Covid19 que matou seu marido Pedr\u00e3o s\u00f3 ocorreu em raz\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es na atividade, no trabalho, com a contamina\u00e7\u00e3o no local de trabalho e no transporte. Portanto, a aposentadoria por incapacidade permanente que deveria servir como base para a pens\u00e3o por morte da Rosa \u00e9 da modalidade acident\u00e1ria, ou seja, 100% da m\u00e9dia contributiva. No caso do Pedr\u00e3o seria 4.800 reais.<br \/>\nDa mesma forma se deve caracterizar a Pens\u00e3o por Morte, decorrente da Doen\u00e7a do Trabalho, equiparada ao Acidente do Trabalho, e, portanto, devendo ser calculada em 100% da base, no valor de 4.800 reais.<br \/>\nNo caso da Rosa, ainda resta a luta judicial, buscando converter a Pens\u00e3o por Morte que ela recebe para a modalidade Acident\u00e1ria, com base na Aposentadoria por Incapacidade Permanente Acident\u00e1ria que seu marido Pedr\u00e3o receberia se ficasse inv\u00e1lido ao inv\u00e9s de falecer.<br \/>\nE ainda teremos muitas Rosas, al\u00e9m de muitas Donas Leopoldinas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pedr\u00e3o, marido da Rosa, morreu de COVID quando estava em plena atividade industrial. E o INSS quer matar a vi\u00fava de fome.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-618","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=618"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/618\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":619,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/618\/revisions\/619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}