{"id":837,"date":"2023-07-31T06:00:58","date_gmt":"2023-07-31T09:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/?p=837"},"modified":"2023-07-28T10:48:22","modified_gmt":"2023-07-28T13:48:22","slug":"a-periculosidade-como-motivadora-da-aposentadoria-especial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/2023\/07\/31\/a-periculosidade-como-motivadora-da-aposentadoria-especial\/","title":{"rendered":"A periculosidade como motivadora da Aposentadoria Especial"},"content":{"rendered":"<p>Na atualidade, para falarmos da Aposentadoria Especial, \u00e9 preciso observar que a EC 103\/2019 praticamente extinguiu a Aposentadoria por Tempo de Servi\u00e7o\/Contribui\u00e7\u00e3o, arrastando junto o benef\u00edcio especial, agora vinculado \u00e0 idade do segurado. Por\u00e9m, isso n\u00e3o modifica sua cria\u00e7\u00e3o pela LOPS de 1960, favorecendo os trabalhadores em atividades insalubres, periculosas ou penosas.<br \/>\nApenas relembrando, ao inv\u00e9s de representar uma esp\u00e9cie de Aposentadoria por Tempo de Servi\u00e7o, passou a ter vincula\u00e7\u00e3o com a Aposentadoria por Idade. Com o tempo m\u00ednimo em atividade especial, 25 anos (mais geral), 20 anos (mineiro de superf\u00edcie) e 15 anos (mineiro de subsolo), o segurado ter\u00e1 a \u201cvantagem\u201d de reduzir a idade exigida, seja homem (65) ou mulher (62), para, respectivamente, 60, 58 ou 55 anos. Quem j\u00e1 estava no sistema, sem completar o per\u00edodo especial, ao inv\u00e9s da idade m\u00ednima, a transi\u00e7\u00e3o exige \u2013 al\u00e9m do tempo completo nas atividades insalubres, periculosas ou penosas \u2013 a somat\u00f3ria da idade com todo o tempo de contribui\u00e7\u00e3o, valendo somar tempo comum. Com o m\u00ednimo de 25 anos de exposi\u00e7\u00e3o aos agentes nocivos, como calor e ru\u00eddo, a somat\u00f3ria obrigat\u00f3ria \u00e9 86, para 20 anos \u00e9 76, e para 15 anos, em minas de subsolo, a soma idade e tempo de contribui\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser 66.<br \/>\nPois em 1995, no auge da pol\u00edtica neoliberal, a tecnocracia tentou mudar a defini\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio especial, retirando o termo \u201catividade profissional\u201d e mantendo \u201ccondi\u00e7\u00f5es especiais que prejudiquem a sa\u00fade ou a integridade f\u00edsica\u201d. Acreditem, leitores, para eles, a Aposentadoria Especial n\u00e3o seria mais uma esp\u00e9cie de por tempo de servi\u00e7o, mas sim por Invalidez Presumida. Ou seja, com a exposi\u00e7\u00e3o do segurado a 25, 20 ou 15 anos aos agentes nocivos, ele estaria \u201cpresumivelmente inv\u00e1lido\u201d. E, com tal maquiavelismo, a periculosidade s\u00f3 daria direito ao benef\u00edcio se o risco ocorresse de fato, se o obreiro ficasse efetivamente inv\u00e1lido.<br \/>\nAssim, explosivos, armas e outros agentes periculosos deixaram de ser considerados pelo INSS para contagem como tempo especial em 28\/04\/1995, promulga\u00e7\u00e3o da Lei 9.032. A eletricidade acima de 250 volts ainda seguiu valendo at\u00e9 05\/03\/1997, quando alteraram o decreto regulamentador.<br \/>\nAinda bem que os tribunais n\u00e3o deram aten\u00e7\u00e3o a t\u00e3o grave bobagem. Eletricidade foi consagrada pela jurisprud\u00eancia como agente nocivo motivador da Aposentadoria Especial e o trabalho dos vigias, armados ou n\u00e3o, passa pelo crivo dos tribunais superiores. Ainda voltaremos ao tema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Aposentadoria Especial foi criada em 1960, reduzindo o tempo de trabalho necess\u00e1rio para a aposentadoria dos que estavam em atividades insalubres, periculosas ou penosas.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-837","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/837","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=837"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/837\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":838,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/837\/revisions\/838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pardaladvocacia.com.br\/direitoprevidenciario\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}